10/09/2012




O dia dos namorados estava chegando.
Ela e a amiga de sala, pensaram em fazer uma campanha pra encontrarem um par e ter uma comemoração acompanhadas.
Era tudo de brincadeira.
Mas apesar disso, sentiam que a pressão da mídia, com tantos apelos, anúncios fofinhos e melosos, estavam fazendo um certo efeito.
Dois dias antes do dia 12 de Junho, aproveitaram a oportunidade do intervalo entre as aulas e fizeram uma enquete entre os possíveis descompromissados e candidatos em potencial.
Perguntavam entre envergonhadas e debochadas quem gostaria de dar-lhes um presente no dia dos namorados.
Muitos riam e nada respondiam, outros achavam que aquelas duas deviam estar loucas pra agir daquela maneira.
Algumas meninas que estavam na mesma situação incentivaram a dupla e tentaram deixar tudo mais descontraído ainda.
Fim do intervalo.
Aula.
Fim das aulas.
Almoço.
Naquele dia uma delas resolveu almoçar na escola em vez de sair para o mesmo restaurante, como era de costume.
Enquanto se concentrava pra levar a primeira garfada à boca, ouve alguém dizendo que ele se candidatava a trazer o presente.
Ela olhou pra trás entre curiosa e surpresa, tentando reconhecer de quem era aquela voz.
Sorriu terminado de mastigar.
Ele sentou ao lado dela e disse, meio sem jeito, que estava falando sério, se a brincadeira no intervalo daquela manhã, fosse séria também.
Ela continuou a olhar e a sorrir...

Dia 12 de Junho.
Manhã antes da aula: suspense
Não viu o candidato, logo, nada de presente.
Intervalo da manhã: suspense
A amiga de enquete parecia mais agitada e ansiosa do que ela. Não parava de falar, olhava de um lado para o outro, pra ver se encontravam finalmente o tal rapaz.
Frustração.
Nada e nem ninguém, ou melhor, o alguém.
Almoço.
Ela já se arrumava pra sair e almoçar no restaurante de sempre com os colegas de sempre quando a amiga disse que ela deveria ficar pra almoçar no colégio.
Ela disse que não, não fazia sentido ficar esperando a conclusão de uma brincadeira boba que elas tinham inventado.
-Você fica!- disse a outra.

Comida escolhida, sentada à mesa, não tinha mais esperança que a brincadeira tivesse um final previsível.
Mas antes de dar a primeira garfada, viu entrar no local o tal rapaz, ele sorria e olhava pra ela.
Ela não sabia o que fazer: se colocava o garfo na boca, se ajeitava o cabelo...
Ela só sentiu o rosto ficar quente.
Cada vez mais quente.
Ele sentou ao lado dela e entregou-lhe um bombom.
Não um desses comprados em supermercados ou em padaria, era de uma loja especial.
Ela agradeceu, sorriu e então começaram a conversar.

3 comentários:

Milene Widholzer disse...

Adorei o texto. Interessante esta parte: " pressão da mídia, com tantos apelos, anúncios fofinhos e melosos, estavam fazendo um certo efeito...".
As pessoas são cobradas a terem determinados comportamentos. Quem não estiver encaixado e não for muito bem resolvido pode se magoar facilmente.
Bom demais foi que o texto teve um final positivo. Gosto de pensar que continuaram sentindo-se felizes com a companhia um do outro :)
Bjs

Blog da Pink disse...

Muito fofa a história porque os jovens de hoje se preocupam demais com a opinião dos amigos e deixam de fazer muitas coisas que gostariam só para não ouvir críticas! Deveriam levar uma vida mais leve e feliz! Eu me preocupava porque o meu filho só queria saber de estudar, sempre foi e ainda é excelente aluno (entrou em 1º lugar na UFPR, #mãecoruja!!!) mas não namorava, ele só precisava encontrar alguém especial! E a minha filha queria que EU desse um presente de dia dos namorados pra ela...
Beijos
Laís

Claudia Goulart disse...

Milene,
Na verdade o começo é recente, tb na torcida para que eles tenham um linda história pra contar.
bj

Laís coruja,
A brincadeira acabou mostrando um interesse não revelado.
Espero que as descobertas se transformem numa bela história.

E como não ser coruja com um filhão tão ajuizado??
Eles escolheram os caminhos mas as ferramentas foram disponibilizadas por você e seu marido.
Tem que ter muito orgulho mesmo.
bj