08/03/2012

O dia de hoje


Se fosse falar sobre a violência e descriminação que as mulheres ainda hoje são vítimas ou das conquistas pelos anos de luta para terem direitos reconhecidos, teria que escrever um texto imenso e nem sei se tenho as informações e a capacidade para esse feito.

Minha reflexão é sobre o momento que nós mulheres estamos vivendo.
A nova geração não sabe se vale a pena casar e constituir família e se tiverem filhos será bem mais tarde.
Hoje em dia as mulheres estão liberadas para terem vários parceiros, beijar na boca de muitos e casar e descasar sem que a sociedade a desqualifique. Isso virou rotineiro e esperado.
Tudo é efêmero demais, trocamos o que não está bom, por aquele que parece estar melhor; seja celular, televisão, carro, homens e mulheres
E o que me pergunto é se estamos confortáveis nesse papel.
Sei também que retomar o controle da própria vida, de seus direitos e vontades passa pelos excessos.
Precisamos encontrar o rumo novamente.
Esse papel nos foi imposto e vejo que muitas não se adequaram.
Acredito que toda mulher quer ou quis em algum momento da vida ter um companheiro que pudesse amar, ser amada e viver as várias fases desse relacionamento. Da paixão, do início ao amadurecimento da convivência.
Homens e mulheres são complementares e não antagonistas. (quero deixar claro que respeito as outras formações de casais)
Acho que está na hora de fazermos o que realmente desejamos e que a luta seja pra que não percamos a nossa identidade e características: somos mais frágeis fisicamente, conseguimos pensar em várias coisas ao mesmo tempo, somos mais emocionais e intuitivas e por que não usar isso a nosso favor?
Penso que os papéis também foram definido pela genética e que não devemos fugir dele e sim encontrar a forma certa de desfrutarmos disso da melhor maneira possível.

5 comentários:

eva disse...

Gostei bastante do seu texto. Ainda hj lutamos para encontrarmos nosso espaço e posição. Que cada mulher aprenda a se valorizar e a ser feliz.
Parabéns pelo dia da Mulher.
beijos

Silvia disse...

Concordo com você, Cláudia. Acho que o período é de transição. Hoje trabalhamos, temos que dar conta de um punhado de coisas ao mesmo tempo e o risco de deixar o lado feminino (no ótimo sentido) é grande...
Bjocas

Silvia disse...

Concordo com você, Cláudia. Acho que o período é de transição. Hoje trabalhamos, temos que dar conta de um punhado de coisas ao mesmo tempo e o risco de deixar o lado feminino (no ótimo sentido) é grande...
Bjocas

Blog da Rutha disse...

Amei tudo que você escreveu!!! O que mais me incomoda é como as coisas são efêmeras, tudo tem que ser novíssimo, inclusive os relacionamentos. Eu sou casada a 23 anos e não troco meu marido por outro com outros "defeitos", qualquer contratempo e já terminam um casamento que poderia ser muito feliz se as pessoas fossem mais tolerantes.
Eu sou feliz por ser mulher e ter uma família que eu amo e admiro muito!
Beijos
Laís

Claudia Goulart disse...

Eva, Silvia e Laís
O que me dá esperança é que após os excessos cometidos por minha geração e a anterior, as novas saibam que é motivo de orgulho ser mulher com todas as susa características e singularidades.
Já provamos que não há vantagem alguma em queremos ser parecidas com os homens. Como dizia o comercial, cada um na sua e sejamos, se possível, felizes para sempre!
bj